E em mais um dia de sua morte, ela se arruma, e nem ninguém imaginava. que aquela noite seria marcada..
Após colocar os belos saltos preto e decretos de sua mãe, uma saia jeans justa que lhe cobria até a canela, e sua camiseta social comprida, juntamente com seus óculos escuros e seu chapéu aba aberta. Ela coloca um revolver em sua bolsinha de mão, e sai de sua casa.
Naquela noite, tudo estava calmo, as ruas estavam vazias. Ela depara-se com uma leve garoa vindo dos céus. Ela caminha, caminha com os belos saltos, e a cada passo, o barulho estalava em seus ouvidos como se fosse o maior estrondo daquela rua.
Caminha, caminha, e visualiza aquela bela construção antiga, construção gótica, com suas inúmeras torres das quais cobriam a lua e seu brilho no céu, e com janelas enormes e vidros detalhados.
Ela segue na direção, varias estátuas com expressões arrepiantes lhe fitavam agora, sua respiração começa a ficar ofegante, esse som se fundia agora com os barulhos de seus passos, um barulho de solidão e cansaço.
Ela chega a entrada daquela bela igreja, encosta as mãos na maçaneta das enormes portas, e com uma delicadeza desigual, pressiona a porta que começa a se abrir, e emana um barulho como se estivesse fechada a muitos anos e pela primeira vez pudesse gritar.
E lá do centro da igreja, diante daqueles milhares de bancos vazios, estátuas, e velas acesas, vinha um barulho, um barulho de cantoria, cantoria desprezível de vozes tremidas como o medo. Ela então caminha até a melodia com seus passos barulhentos, e conforme caminha, começa a diferenciar os vultos na frente. Havia uma figura humana coberta por uma capa, olhando para um corpo deitado em uma maca, um corpo pequeno, gelado, pálido, vestido de branco, e em frente varias velas, e duas mulheres velhas de sabedoria cantando.
Então chegando a eles, ela fala com a voz aveludada e calma "Já perdi meu pai e minha mãe. Irmãozinho, você eu não vou perder, você ficara comigo." Então debruça sobre o pequeno corpo e finge um choro, e quando o homem encapuzado se vira para as velhas sabias cantoras, ela saca a arma, e com 3 tiros, mata cada um.
Pega o pequeno corpo, e corre com ele, corre, e a cada passo apressado que ela dava, parecia que as coisas se distorciam, ela acaba saindo pelos fundos daquela terrível igreja, onde encontra vários túmulos, onde encontra o túmulo de sua mãe, e diante dele, ela pega o pequeno garoto, e acorda daquele sono profundo, o acorda, mas não lhe devolvendo a vida. Apenas lhe acorda com uma mordida e muito sangue.
Ela o abraça fortemente, com medo de que tivesse chegado tarde de mais, pois ele já estava morto a duas horas, então a garoa para de cair.
Ele abre os olhos, e diz "senti o seu medo".
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