segunda-feira, 16 de setembro de 2013

L I (F) E


Em um fim de tarde uma bela moça, delicada e sensível como as pétalas de uma rosa, mas que ao mesmo era forte e se defendia como os falsos espinhos da rosa, chorava. Chorava como se fosse o ultimo dia de sua vida, como se tudo que ela tinha como ideal não valesse e nem fizesse mais sentido. Sentada em sua cama, com as lágrimas por todo seu rosto, olhos vermelhos e inchados, sem forças. Pensou em desistir da magia dada a ela, a vida, a magia impalpável e irreversível quando perdida. Ela se levanta, e decide que nao deve mais viver, passa a mao no rosto, e seca as lagrimas. Encosta seus pés ao chao, e em pequenos passos pega sua mochila, e caminha até a gaveta velha de madeira de seu guarda-roupas, e pega um canivete, seu celular, e seu fone de ouvido, coloca tudo em sua mochila. Senta-se na cama, observa seu quarto, e cada detalhe como se fosse a ultima vez. Coloca um tenis, e sai do quarto. Sai da casa. Pega um caminho, para o desconhecido. E caminhando sozinha, ela ia. Até que depois de algumas horas, ela pega um ônibus e decide descer num lugar longe e diferente onde ninguém a conhecia, e lá ela encontra um aglomerado de árvores. Uma semi floresta. Era o lugar perfeito. Ela de vagar vai caminhando até aquele aglomerado, e entrando por entre as árvores, ela percebe que o clima fica fresco, mas ao mesmo tempo frio e vazio, e um silencio se faz naquele lugar, um silencio tão forte a ponto de ela conseguir ouvir seus próprios batimentos. Então ela decide se sentar com as costas apoiada em uma das árvores mais centrais. O Sol já se punha, e começava a ficar escuro tudo por ali. A bela moça sentada, fecha os olhos, mas mesmo no silencio da floresta, sua mente gritava.  Ela encosta a mão no coração, e pensa como um desejo, que ela queria paz, gostaria de poder sentir a verdadeira vida, e sua magia, mas que ao mesmo tempo não tinha forças para o mundo. Ela sente uma pequena brisa quente em seu rosto, sente uma energia, e com os olhos ainda fechados e com as mãos tenta palpar essa energia, que se desfaz e ela acaba encostando a mão na terra, e sente como se estivesse conectada com o mundo inteiro, a terra cheia de energia, e vida, que era pisoteada e desvalorizada, mas que conectava tudo ao centro da vida. Ela abre os olhos e se levanta, e com um amigo, o vento a abraça e envolve numa caminhada dançante, e leva ela por entre as árvores. Até que ela chega em uma parte aberta dessa floresta. Ela olha para o chão, e de repente sente um nó na garganta como se tudo desmoronasse novamente, sentasse naquele meio, e olha para o céu. As estrelas pareciam se mexer e estalar como se conversassem entre si. E aquilo foi algo que a emocionou muito, e seus próprios olhos pareciam estrelas de tão brilhantes que estavam, e suas lágrimas pareciam diamantes que caiam pedra a pedra. Ela se sente sendo puxada para cima, uma magia a puxou, ela estava flutuando, e la estava a maior atração da noite, uma bela lua crescente, que prometeu conforto e paz. A bela moça aceitou, sua beleza foi unida a da lua.. E a lua se transformou, se completou. A bela moça continua lá, todas as noites, olhando todos aqui na Terra, e ajudando pessoas como ela, que perdem a razão e o verdadeiro significado da vida.

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